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O Governo vai "transferir brevemente" mais 300 milhões de euros para reduzir os pagamentos em atraso na saúde e admite vir a aplicar taxas à indústria farmacêutica (IF) e a produtos com efeitos nocivos para a saúde. Segundo a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, aos 1.900 milhões transferidos para o setor em 2012 e em 2013, "acrescem 300 milhões em 2014, a transferir brevemente". De acordo com a governante, "os atrasos de pagamentos que ainda subsistem poderão progressivamente ser resolvidos com um esforço adicional de racionalização e aumento de eficiência no sector", mas também com "contributos adicionais do lado da receita".

A partir da próxima semana (17 abril) a prescrição de antibióticos vai passar a ser limitada pelos médicos a um período máximo de sete dias. A medida faz parte do programa de prevenção, controlo de infeções e de resistência a este tipo de medicamentos, sendo avaliada ao longo deste ano. Caso não sejam alcançados os resultados pretendidos, poderá haver alterações. O diretor-geral da Saúde, Francisco George, afirma à “Antena 1” que é urgente aplicar medidas de combate a este problema «muito preocupante» em Portugal que é a resistência das bactérias aos antibióticos.

Uma eurodeputada do Reino Unido dirigiu à Comissão Europeia uma pergunta em que questiona se a CE pretende encorajar os Estados-membros a permitir a vacinação por farmacêuticos, por forma a atingir o objetivo de cobertura de 75% na época gripal de 2014/2015. Emma McClarkin recorda que a vacina da gripe é administrada na farmácia, por farmacêuticos, em três Estados-membros (Portugal, Irlanda e Reino Unido). Salienta, ainda, que estudos demonstram que este serviço prestado pelas farmácias é «popular» e que «os índices de satisfação são elevados».